domingo, 20 de agosto de 2017

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Franquias crescem 8,1% em receita no segundo trimestre, diz pesquisa

Franquias crescem 8,1% em receita no segundo trimestre, diz pesquisa

29, ago 2016

Levantamento da ABF mostra que pressão do aumento de custos e baixa atividade econômica também se mantiveram, mas que confiança do consumidor dá sinais de melhora

A ABF (Associação Brasileira de Franchising) apurou um crescimento nominal de 8,1% na receita do setor no segundo trimestre deste ano – comparado ao mesmo período de 2015. O ritmo se assemelha ao registrado nos primeiros três meses do ano, um positivo de 7,6%.

Cristina Franco - Presidente da ABF

O faturamento obtido no segundo trimestre subiu de R$ 32,537 bilhões para R$ 35,180 bilhões. Fatores como o aumento de custos, a baixa atividade econômica e a escassez de crédito continuam a impactar o setor, mas a leve melhora na confiança do consumidor se refletiu em alguns segmentos. A estabilização do dólar em níveis mais baixos e o interesse de profissionais vindos do mercado de trabalho por empreender por meio do franchising também influenciaram positivamente o setor. “A economia brasileira e o franchising parecem se encaminhar para uma situação de maior estabilidade. Depois de 12 meses de muito trabalho, com ações como redução de custos, busca por maior eficiência, renegociação com fornecedores e até revisão de mix de produtos e de modelos de negócios, grande parte do ajuste necessário foi realizado. Esperamos agora que, com o consumidor lentamente recuperando sua confiança e a potencial estabilização no campo político, possamos buscar melhores resultados. Entendemos também que as ações de estímulo ao consumo, que foram muito importantes nos últimos meses, devem continuar a fim de manter o interesse do consumidor”, afirma a presidente da ABF, Cristina Franco.

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Considerando o primeiro semestre de 2016, o faturamento do setor variou positivamente em 7,9%, enquanto o número de unidades cresceu 9,6%. Já no acumulado de 12 meses, a receita do setor variou positivamente, em quase 8%. “Creio que o trabalho em rede e a natureza colaborativa do franchising continuem a falar mais alto, o que se reflete em nossos números. Além disso, muitas redes e empreendedores têm aproveitado as melhores condições comerciais nos pontos de venda para já estarem posicionados para quando a economia começar a acelerar. Mais uma vez, o franchising foi o último a sentir os impactos da piora do quadro macroeconômico e será o primeiro a se recuperar”, observa a presidente.

O setor registrou um índice de expansão de 3,6% em unidades de franquias em relação ao ano de 2015, totalizando 143.866 unidades. A variação do número de unidades no período representou um incremento de 2.612 novas operações de franchising no Brasil. “A estabilização do dólar em níveis mais baixos contribui com os ajustes que as redes já vinham realizando, especialmente reduzindo a pressão de custos sobre insumos e produtos acabados. Notamos também um grande movimento de renegociação de condições nos pontos comerciais, seja na redução de aluguéis e/ou a mudança ou reformatação dos pontos. Esse movimento corrigiu desequilíbrios e abriu portas para novos entrantes”, afirma Claudio Tieghi, diretor de inteligência de mercado da ABF.

Dentre os segmentos que apresentaram maior crescimento no segundo trimestre de 2016, comparado a igual período do ano anterior, destacam-se: Esporte, Saúde, Beleza e Lazer (15%), Acessórios Pessoais e Calçados (10%), Negócios, Serviços e Outros Varejos (10%), Lavandaria, Limpeza e Conservação (9%) e Serviços Automotivos (9%). Os segmentos de Esporte, Saúde, Beleza e Lazer refletem as tendências já consolidadas da busca pelo bem-estar, mas este trimestre ainda teve a seu favor a proximidade das Olimpíadas, que deixou o tema Esportes em evidência. Além disso, o subsegmento de Cosméticos foi impulsionado por novos canais de venda, especialmente a venda direta. O segmento de Acessórios Pessoais e Calçados foi potencializado por dois fatores: a compra de itens relacionados ao mundo do trabalho (apresentação pessoal) e a diversificação de produtos de redes de óticas que eram especializadas em óculos de sol e passaram a atuar também com óculos de grau. Já Negócio, Serviços e Outros Varejos reflete a melhora no consumo de alguns itens básicos (compras em supermercados e postos de conveniência) e a demanda aquecida por serviços de marketing digital – mais acessíveis e com resultados tangíveis para enfrentar o momento atual. À semelhança do primeiro trimestre, os segmentos de Lavandaria, Limpeza e Conservação e Serviços Automotivos foram impulsionados por ações promocionais e o aquecimento do mercado de produtos e serviços para veículos usados, respectivamente.



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